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Bora pra Tóquio

A cada quatro anos nossas televisões, jornais, internets e vidas são invadidos por um espírito desportivo global único. Durante algumas semanas as olimpíadas nos mostram seres humanos incríveis, nadando, correndo, pulando, atirando bolas de ferro em gramados, se pendurando em argolas, saltando em piscinas, levantando peso, dormindo com corredores e contratando empresários para cuidar da própria sub-imagem, lutando, remando, atirando bolas e bambolês pra lá e pra cá… são tantas atividades físicas que é normal nos sentirmos cansados só de assistir televisão.

Ao mesmo tempo é normal sentir uma empolgação especial. Quem nunca teve vontade de competir e representar seu país em um evento desse porte? Em entrar em um estádio seguindo a nobre flâmula nacional e ser xingado na internet com a iminente derrota? Quem nunca assistiu a uma competição randômica no canal 700 da SporTV e pensou “eu também consigo fazer isso”, estirado no sofá, enquanto toma um gole de cerveja morna e recolhe Fandangos de presunto dentre os pêlos do peito? Quem diabos não viu o primeiro ministro do Japão sair de um cano fantasiado de Super Mario e não pensou “É isso. Eu TENHO que ir pra Tóquio em 2020”.

Ser um atleta olímpico parece extremamente complicado - e, honestamente, realmente é. Mas não precisamos manter essas ambições em um espaço inacessível de nosso âmago; com suficiente esforço e dedicação dá pra qualquer um treinar o suficiente e ir pro Japão - e até escrever o próprio nome nos anais da história e voltar com uma redonda pra casa. Por sorte, o leque de opções desportivas proporcionado pelo Comitê Olímpico é amplo o suficiente para abranger praticamente todo mundo. Assim, mais do que puramente uma aptidão inicial, uma vantagem genética ou um gosto pessoal, é possível escolher um esporte para representar de acordo com a facilidade estatística olímpica que ele representa.

 

É isso que este pequeno grande artigo visa buscar: qual a recomendação matemática que mais aproximaria o sedentário de sofá de um pódio olímpico?

As estatísticas aqui apresentadas não envolvem períodos de treino ou aquisição de habilidades. É uma mera aplicação de exatas em cima de biológicas. Assim, no caso de uma competição única de luta olímpica, considera-se que cada lutador possui uma chance de 50% de vitória, independente de ser o João Gordo enfrentando o Dado Dolabella. A estatística aplicada é o método clássico, de forma que, com 10 competidores, cada um dele possui 30% de chances de subir no pódio - na estatística moderna (ou estúpida), cada competidor teria 50% de chance de ganhar medalha: ou ganha ou não.

Assim, é seguro afirmar que a parte mais difícil da elaboração desta pesquisa foi certamente a obtenção de dados. Diversos e-mails e mensagens foram trocados com as mais diversas federações desportivas para se obter número de atletas em cada esporte. Isto posto, os números de base são os de atletas inscritos e não de praticantes regulares do esporte. É uma enorme diferença em esportes como o rugby, aonde os números passados foram de 11 mil atletas filiados à CBRu e 60 mil praticantes no total[1]"Hoje, o rugby tem 60 mil praticantes no Brasil. É o esporte que mais cresce no país: mais de 15% ao ano" (http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2015/05/com-longa-historia-no-brasil-rugby-volta-olimpiadas-apos-92-anos.html) - os números das seis federações filiadas à CBRu, porém, apontam 11 mil.. Em casos como esse, o número base usado foi o de filiados, o que acaba facilitando as estatísticas. Com as contas feitas, bastou encher o texto de piadas com fandangos de presunto e termos pernósticos como “isto posto” ou “pernósticos”.

As recomendações também se baseiam em um mínimo necessário de bom-senso - considerando a dificuldade sobre-humana evidente de algumas provas.

 

Cambalhotas e piruetas

Por exemplo, a ginástica. Não é necessário fazer cálculos muito avançados para saber que, se a única ginástica que você faz consiste em alcançar o controle remoto atrás do sofá enquanto segura o saco de Doritos e equilibra o pote de dip no joelho, então você pode esquecer esta categoria. Dar sete cambalhotas no ano novo não é habilidade suficiente para se inscrever em uma equipe e contratar um técnico particular para ir para o Japão.

São anos de treino para atingir o patamar olímpico na categoria e você provavelmente já está muito velho. A romena Nadia Comaneci, por exemplo, atingiu a primeira nota máxima olímpica da história com apenas 14 anos. Então, se você consegue ler isto sem ter que pedir autorização para os responsáveis, provavelmente você já é velho demais para começar.

Porém, se você é um artista circense ou um ginasta em formação, então não tem porque você continuar neste artigo. Volte a treinar até você torcer seu calcanhar.

 

Atletismo através dos tempos

A mesma dica aplicada à ginástica se aplica também ao atletismo: se você já não está no meio, simplesmente desista.

A evolução física dos atletas é impossível de acompanhar. Jesse Owens, que ganhou ouro nos 200m em Berlim, desafiando o conceito de raça ariana sonhado pelo tio Hitler, mal chegaria às semifinais das Olimpíadas este ano. Da mesma forma, Robert Shavlakadze, medalha de ouro de salto em altura nas Olimpíadas de Roma em 1960 chegaria em último lugar meros 50 anos depois. [2]resultados do salto em altura 1960: https://en.wikipedia.org/wiki/Athletics_at_the_1960_Summer_Olympics_%E2%80%93_Men%27s_high_jump

O progresso físico é evidente até mesmo em atividades básicas, como caminhar: O primeiro lugar na marcha atlética no Rio completou os 50km com quase uma hora de vantagem contra o primeiro colocado em 1948.

Mas não foi só no atletismo que o esporte evoluiu drasticamente…

 

Coletivos

Vôlei, por exemplo: se você é incapaz de sacar uma bola a mais de 100km/h, pode desistir.[3]Se você ainda assim quiser tentar se aventurar pelo vôlei, segue um artigo de 20 páginas analisando a forma mais eficiente de fazer o melhor saque possível:
http://volleyball.qc.ca/sites/default/files/volley_files/FORE/FORE_AnalysisVolleyballJumpServe.pdf (University of Manitoba - cuidado: PDF)
Dentre os esportes coletivos, ele foi um dos que mais evoluiu, inclusive nas regras, que retiraram o sistema de vantagens (lembram?) que deixava o jogo mais preso e lento. A altíssima concorrência e o medo inerente de todos nós aos ataques de fúria de Bernardinho também impede qualquer jogador não-profissional de querer entrar em quadra em Tóquio.[4]Há um ditado (que a BBC diz que é um ditado popular no Brasil, mas que o Google mostra que é um ditado popular na BBC) que diz que “Vôlei é o esporte número um no Brasil; Futebol é uma religião”. Então não, não vou nem tentar fazer contas sobre o futebol aqui.

Os esportes coletivos talvez sejam mais fáceis, já que você pode ter a sorte de fazer parte de uma geração vencedora e entrar no elenco sem fazer nada[5]Ver também: Viola (1994), Ricardinho (2006). Sem contar que pela quantidade de medalhas distribuídas, é nos esportes coletivos que se encontram as maiores chances de subir no pódio. 30% dos atletas de rugby que chegaram ao Rio voltaram para casa com medalha. No handball essa porcentagem foi de quase 25%. Apesar dessas porcentagens parecerem apetitosas, ambos são o mais recomendados para quem quiser ir pra Tokyo, uma vez que são esportes muito praticados no Brasil, ambos com menos de 0,1% de chance de classificação olímpica. E, se contarmos os praticantes não federados, as estatísticas se tornam mais pífias ainda.

Então, se você quer juntar o pessoal do bairro e ir pra Tokyo, a recomendação fica com o Hoquei de grama, aonde você encontra quase 2,3% de chance de integrar a equipe brasileira se começar a treinar já!

 

Nadando em verdes águas

Ainda nos coletivos, as chances também são relativamente altas no Pólo Aquático, com cerca de 1,5% de chance de classificação olímpica em piscinas verdes.

Se o seu negócio realmente for água, a natação também não é o mais recomendado dos esportes. Apesar da grande delegação brasileira composta por 33 atletas, são quase 20000 registrados [6]http://www.cbda.org.br/cbda/natacao/atletas - Foi bem fácil obter dados relativos aos esportes aquáticos graças ao excelente site da CBDA. Não só todos os atletas registrados constam no site, como também é possível ver gráficos de tempos e histórico de competições de cada um - como este excelente perfil de Cesar Cielo http://www.cbda.org.br/cbda/atleta/perfil/registro/067794/cesar-augusto-cielo-filho. As federações deviam ser todas igualmente cuidadosas com seus dados esportivos - isso traz efetivamente um fortalecimento ao esporte. e apesar das estatísticas indicarem 10% de chance de pódio, mais de 30% das medalhas no Rio foram pros Estados Unidos, que realmente dominam o esporte enquanto não estão destruindo um ou outro banheiro[7]https://www.youtube.com/watch?v=6muqVXTuZLU.

Da mesma forma, parece meio difícil você conseguir uma medalha nos saltos ornamentais sem ser chinês: quase metade das 24 medalhas na categoria foram para China. A classificação olímpica é bem mais fácil: com apenas 171 atletas federados[8]http://www.cbda.org.br/cbda/saltoornamental/atletas, a chance de ir pra Tóquio fica nos 5,26%, a mais alta de todos os esportes.

Ainda na água, se você for do sexo feminino, pode tentar o nado sincronizado (2,325% de chance de ir pra Tóquio; 5,77% de chance de voltar com medalha). Se possui uma corredeira do lado de casa, pode tentar a canoagem (0,71% de chance de ir pra Tóquio; 12% de chance de voltar com medalha)[9]Atletas praticantes, de acordo com a CBCa - Confederação Brasileira de Canoagem - http://www.canoagem.org.br/
Canoagem Velocidade: 1204
Canoagem Slalom: 694
[10]Dados unificados da canoagem: SLALOM + SPRINT
Praticantes: 1808
Delegação olímpica brasileira: 13
~% de classificação olímpica: 0.7190
~% de trazer medalha: 12.0845
.

Talvez seja a hora de procurar um clube aquático e iniciar imediatamente os treinos. Para esta “Geração Twitter”, composta de velhos cansados que mal sabem nadar, que suam em bicas quando ofegantemente precisam correr atrás do ônibus, que sofrem de dores nas costas aos 17 e têm ambos os joelhos estragados aos 23, o melhor a fazer é procurar um esporte menos cansativo.

 

Tirando o cavalinho da chuva

Ah, o hipismo! Se há um esporte que exige bem pouco do atleta, cá estamos: o cavalo é quem cuida de tudo. Pra começar, é necessário arrumar um animal qualificado (e aqui, me refiro novamente ao cavalo): apenas cinco ou seis de cada mil eqüinos são considerados bons o suficiente para competirem numa Olimpíada. E você vai precisar comprar um, o que não é problema se você tiver uns 100 mil dólares sobrando. Mas não gaste todas as economias no cavalo: não se esqueça de separar uns 12 mil dólares, que é o valor mínimo a ser gasto nas suas roupas e equipamentos para o cavalo para a competição. [11]http://www.marketplace.org/2012/07/31/life/london-2012/dressage-not-your-average-horse-play

valores em dólares

valores em dólares

São 3 eventos eqüinos: jumping, aonde o seu cavalo tem que ser bom em pular cerca, dressage, aonde o seu cavalo tem que ter a finesse de uma modelo e eventing, aonde o seu cavalo tem que ter a distinção de uma modelo com a habilidade de andar na lama de um ator de Jackass. Tipo uma Panicat. Ao atleta cabe ter dinheiro para comprar o cavalo e ficar em cima dele enquanto ele faz tudo isso.

Para cada evento, há pontuação individual e em equipe, sendo que a equipe premia 4 donos de cavalos.

4 medalhas x 3 colocações x 3 eventos = 36 medalhas
1 medalha x 3 colocações x 3 eventos = 9 medalhas

Com tanta medalha, as chances de um atleta de hipismo voltar com uma é de mais de 20%.

Dentre os cerca de 6100 cavaleiros atualmente federados[12]http://www.fph.com.br/artigos/o_hipismo - A federação paulista possui cerca de 5000 afiliados, o que corresponde a 82% do total nacional. Assim chegamos a esse número., 12 participaram das competições no Rio, numa chance de classificação de 0,19%. Uma das medalhas mais fáceis e mais caras que se pode obter.

 

Na mira

Acertar algo na mira já é uma atividade mais próxima da realidade da maioria de nós, principalmente dentre aqueles que ao deitarem na cama e perceberem que esqueceram de apagar a luz ficam atirando coisas no interruptor pra não precisarem se levantar. Para a geração que cresceu virando madrugadas em torneios de Counter-Strike, parece inteligente usar todo o conhecimento adquirido monopolizando as snipers da Lan House para tentar atirar em coisas de verdade.

Tiro foi um esporte fácil para obter estatísticas: afinal, todo praticante precisa manter registro de sua arma. Em 2015, o exército brasileiro possuía 74 mil praticantes de tiro cadastrados. Já a confederação brasileira de tiro esportivo tem cerca de 5000 afiliados, dentre os quais apenas 800 realmente competem ativamente.[13]http://noticias.r7.com/brasil/em-12-anos-2680-armas-de-praticantes-de-tiro-foram-roubadas-furtadas-ou-perdidas-21092015

O número já é baixo e se torna ainda mais fácil sabendo que há nada menos do que NOVE categorias olímpicas de tiro. A delegação brasileira este ano contou também com nove atletas, o que, numa matemática bruta, dá uma chance de classificação de 0,18%.

Lembrando que são apenas os dados oficiais e todos sabemos que temos excelentes praticantes ilegais de tiro no Brasil que, se disputassem na categoria três-oitão, o ouro seria nosso - pelo bem ou pelo mal.

 

E pra quem cresceu lendo as desventuras de Thomas de Hookton, certamente a idéia de virar um arqueiro profissional já deve ter passado pela cabeça.

No arco e flecha são 128 atletas em 4 categorias: masculino e feminino; individual e equipes. As equipes são formadas por 3 atletas, o que resulta em 24 medalhas possíveis e uma chance de trazer medalha de 18,75%. Também é um dos esportes aonde a classificação olímpica é relativamente razoável, com 0,85% de chance de integrar a equipe brasileira [14]“No final da década de 1990, havia no Brasil cerca de mil praticantes de tiro com arco, sendo 500 filiados à CBTarco. Hoje, não passam de 700, e somente 300, filiados.”, fonte: http://esporte.uol.com.br/olimpiadas/ultimas/2004/07/19/ult2276u1.jhtm - como os dados são de 2004 e a CBTarco ignorou solenemente meus e-mails, estou usando os dados mais pessimistas como base de contas, considerando um universo de 700 arqueiros.. Uma chance baixa, mas se você quiser muito furar o olho de alguém (literalmente), arco e flecha fornece estatísticas muito mais favoráveis do que qualquer forma de luta.

 

Não vai ter golpe

O judô, por exemplo, com mais de 2 milhões de praticantes no Brasil, proporciona uma das mais difíceis modalidades a representar olimpicamente, com 0.00063% de chance de ir pra Tóquio. A categoria marcial mais fácil de se classificar é a Luta Olímpica. Aqui que se encontra a não-tão-popular Luta Greco-Romana, que agora divide espaço na categoria com a luta livre. 353 atletas disputaram as 72 medalhas distribuídas no Rio, dando mais de 20% de chance de pódio. E, por não ser uma categoria exatamente popular, as chances de classificação olímpica ficam nos 0,17%.

 

Não vai ter dados

Infelizmente nem todas as confederações responderam minhas incessantes cartinhas. Assim sendo, não foi possível obter dados de todos os esportes. A confederação brasileira de esgrima e a CBTM (confederação brasileira de tênis de mesa, que organiza partidas de ping-pong) foram dois órgãos que não divulgam dados e não atendem a imprensa[15]oi, eu sou imprensa!.

Na ânsia de obter um relatório o mais detalhado possível, calculei os dados através do número mágico 0,22; que foi obtido através da média da divisão da quantidade de filiados de uma federeção pela quantidade de likes que a página da federação recebeu no Facebook[16]É um valor aproximado. No cálculo da média, tive que deixar de fora o hipismo que tem mais filiados do que likes (extremamente suspeito não? Deve ser lavagem de dinheiro isso aí) e estava fodendo com minha média-número-mágico..

Isso mostrou que, ao menos na modalidade “cresceu lendo Bernard Cornwell”, a esgrima é mais vantajosa do que o arco e flecha.

 

Mas mesmo assim, os dados no geral são bem pessimistas, não importa o esporte que você escolha praticar. A dica final é começar a treinar o mais rápido possível.

E, se quiser mesmo uma forcinha da estatística pra ir pra Tóquio, comece a treinar saltos ornamentais.

Se esses filipinos conseguem competir, em quatro anos você também consegue

Fontes e referências   [ + ]

1. "Hoje, o rugby tem 60 mil praticantes no Brasil. É o esporte que mais cresce no país: mais de 15% ao ano" (http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2015/05/com-longa-historia-no-brasil-rugby-volta-olimpiadas-apos-92-anos.html) - os números das seis federações filiadas à CBRu, porém, apontam 11 mil.
2. resultados do salto em altura 1960: https://en.wikipedia.org/wiki/Athletics_at_the_1960_Summer_Olympics_%E2%80%93_Men%27s_high_jump
3. Se você ainda assim quiser tentar se aventurar pelo vôlei, segue um artigo de 20 páginas analisando a forma mais eficiente de fazer o melhor saque possível:
http://volleyball.qc.ca/sites/default/files/volley_files/FORE/FORE_AnalysisVolleyballJumpServe.pdf (University of Manitoba - cuidado: PDF)
4. Há um ditado (que a BBC diz que é um ditado popular no Brasil, mas que o Google mostra que é um ditado popular na BBC) que diz que “Vôlei é o esporte número um no Brasil; Futebol é uma religião”. Então não, não vou nem tentar fazer contas sobre o futebol aqui.
5. Ver também: Viola (1994), Ricardinho (2006)
6. http://www.cbda.org.br/cbda/natacao/atletas - Foi bem fácil obter dados relativos aos esportes aquáticos graças ao excelente site da CBDA. Não só todos os atletas registrados constam no site, como também é possível ver gráficos de tempos e histórico de competições de cada um - como este excelente perfil de Cesar Cielo http://www.cbda.org.br/cbda/atleta/perfil/registro/067794/cesar-augusto-cielo-filho. As federações deviam ser todas igualmente cuidadosas com seus dados esportivos - isso traz efetivamente um fortalecimento ao esporte.
7. https://www.youtube.com/watch?v=6muqVXTuZLU
8. http://www.cbda.org.br/cbda/saltoornamental/atletas
9. Atletas praticantes, de acordo com a CBCa - Confederação Brasileira de Canoagem - http://www.canoagem.org.br/
Canoagem Velocidade: 1204
Canoagem Slalom: 694
10. Dados unificados da canoagem: SLALOM + SPRINT
Praticantes: 1808
Delegação olímpica brasileira: 13
~% de classificação olímpica: 0.7190
~% de trazer medalha: 12.0845
11. http://www.marketplace.org/2012/07/31/life/london-2012/dressage-not-your-average-horse-play
12. http://www.fph.com.br/artigos/o_hipismo - A federação paulista possui cerca de 5000 afiliados, o que corresponde a 82% do total nacional. Assim chegamos a esse número.
13. http://noticias.r7.com/brasil/em-12-anos-2680-armas-de-praticantes-de-tiro-foram-roubadas-furtadas-ou-perdidas-21092015
14. “No final da década de 1990, havia no Brasil cerca de mil praticantes de tiro com arco, sendo 500 filiados à CBTarco. Hoje, não passam de 700, e somente 300, filiados.”, fonte: http://esporte.uol.com.br/olimpiadas/ultimas/2004/07/19/ult2276u1.jhtm - como os dados são de 2004 e a CBTarco ignorou solenemente meus e-mails, estou usando os dados mais pessimistas como base de contas, considerando um universo de 700 arqueiros.
15. oi, eu sou imprensa!
16. É um valor aproximado. No cálculo da média, tive que deixar de fora o hipismo que tem mais filiados do que likes (extremamente suspeito não? Deve ser lavagem de dinheiro isso aí) e estava fodendo com minha média-número-mágico.